Saturday, August 26, 2006

Planos de hoje

Tarde de sábado, livros sobre a estante, fotografia do último fim de semana no vidro do espelho da parede. Agora eles estão olhando para mim, e eu, para o ventilador e seu barulho silencioso. São 15:21 de uma tarde de sábado. Surge o receio de pegar o elevador e descer a caminho do caixa eletrônico mais próximo. O saldo em tela daqui a pouco irá me mostrar o para sempre saldo atual. Tentei ler um trecho de A Tempestade, e mais nada além disso. Estou com o desafio de pesquisar o universo de Calibã para a disciplina de Harildo. Volto a olhar para o ventilador. Viro-me de volta para a tela do monitor e sinto a minha orelha ficar ainda mais gelada. Quantos anos ainda vai durar o monitor? Os dois anos que já o tenho é tempo sufuciente para ter adquirido ácaros. E eu, como estou? Tem mais ou menos um ano e meio que não vou ao médico. Estou sem planos de vida e de saúde. Para idealizar um plano de vida, não se precisa pagar muito caro em dinheiro, paga-se com a própria vida. Já os planos de saúde, é preciso trabalhar muito quando não se tem mais um convênio da Petrobrás. O teatro não tem plano de saúde. A vida sempre teve, mas nem todos conseguem trabalhar a seu favor.

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