Depois de um resgate de músicas inéditas - compostas por mim num passado não tão distante - só mesmo respirando fundo pra voltar a escrever " sério", deixando de lado as piadas internas contidas nas letras. Você, amigo leitor, que ainda não se manifestou, sei que também andas a vagar anônimo pelo Epifania. Como eu sei? Ha-ha! Deixa pra lá! Os dias de poluição sonora aqui no Largo Dois de Julho continuam, com uma festa PLOC repleta de músicas infantis dos anos 80, que me fazem questionar a quem de fato se destina o evento. Isabelle, de apenas dez anos, não sabia cantar uma que fosse; a não ser refrões como " (...) choco-choco-choco-choco-choco- choco- chocolate." Hoje foi o último capítulo de Sinhá Moça. Enquanto minha mãe preparava uma sopa de ervilha maravilhosa com fatias de frango, os ponteiros já marcavam 18:17 pm. Ela pegou a novela do meio pro final e espero que assista tudo amanhã, que é reprise. Tivemos que trancar a porta e janela da sala pra que a programação se tornasse audível. Confesso que não gravei nome de personagens e nem capítulos, na verdade nem acompanhei. A sessão hoje foi cinemática. Eu e a Família Bucket assistimos Deu a louca na Chapeuzinho Vermelho à tarde, no Aero; filme engraçadinho e inteligente no que se propõe. Se eu fosse criança, começaria a ter uma queda pela advocacia depois de tê-lo visto; assim como O Advogado do Diabo está para os adolescentes da década de 90. Aliás, hoje, durante o dia, estive tentando lembrar o que as crianças da última década conquistaram da infância: Chiquititas; Rouge; Broz; É o Tchan; Planeta Xuxa; Sítio do Picapau - Amarelo; Calypso; Rebeldes (RBD); boneca Emília; Harry Potter; Ídolos; Big Brother Brasil; A Casa dos Artistas; 11 de setembro; modernização da linguagem - roteiro e estética - dos desenhos para cinema (Shrek; Os Incríveis; Procurando Nemo; A Casa Monstro - filme de uma psicopatia infantil assustadora!; e etc.); dos desenhos para TV (As Meninas Superpoderosas; Sorriso Metálico; Bob Esponja; Dragon Bol z - e seus intermináveis "primos"). O mundo está sendo privatizado ou é Plutão que está querendo voltar? Quando se adentra a casa dos vinte anos, parece que a vida já começa a ter um peso nas suas costas. Hoje já posso me lembrar do que estava fazendo neste exato mês há dez anos atrás, quando tinha dezesseis. Mas com dezesseis eu só lembrava de flashes de uma infância carioca. E quando eu tiver trinta e seis, estarei ainda na Terra ou em Plutão?
No comments:
Post a Comment