Hoje trabalhei Caliban. De fato fazer e observar o colega em cena é bem diferente de estar lá fazendo! Harildo chamou a atenção para os seguintes aspectos para a partitura corporal da personagem: Caliban faz muito trabalho braçal, carrega lenha. Como fica a " deficiência" desses braços?. Busque uma interpretação intimista, antropomorfize esse corpo, o andar de Calibam é flúido, não é passo a passo. É um passo dentro de um compasso. Pense num personagem em 3D, num Gollum - Caliban. Caliban não é bicho papão, e sim um poeta! É um prolongamento da ilha, dos galhos, dos cipós, do cheiro fresco do verde-molhado, da terra. Caliban tem estatura mediana, ele olha para o céu num "uníssono" da cabeça com os olhos. Caliban se encanta com os mistérios da ilha. Eis o monólogo:
CALIBAN
Não tenha medo; há ruídos na ilha,
Sons, árias doces; dão gosto e não ferem.
Saibam que às vezes, mil cordas tangidas
Murmuram-me no ouvido; outras, vozes
Que, se eu acordo depois de um bom sono,
Me adormecem de novo; e então, sonhando,
Nuvens que se abrem mostram-me tesouros
Prontos pra chover em mim e, acordando,
Choro para sonhar de novo.
No comments:
Post a Comment