Último post do ano. Que dizer sobre 2006? Escreverei historinhas em forma de diários? Acho que não seria interessante fazer isso. Afinal, de certa forma, cada crônia- artigo- conto publicado aqui teve o seu capítulo contado; seja por pessoas que passaram de carona pela minha vida, por outras que ficaram, outras ainda que desatei laços, outras que vou segurar na mão para sempre... . Sem dúvida nunca havia tido um ano tão intenso, tão especial, desde 1993 - época em que eu frequentava festas americanas; sacudia a cabeleira com os vinis do Nirvana; jogava ovo podre nos vidros do ônibus em épocas de carnaval; subia nos pés de jamelão; acompanhava, capítulo por capítulo, a trilogia das novelas Mulheres de Areia, Olho no Olho e Renascer; andava em mangue (essa foi uma única vez..rs); chorava por não ter idade para ir ao show de Michael Jackson no Maracanã; muitas ficações com as garotas da vizinhança.
Agradeço a todas as felicidades, todas as generosidades, todas as frustrações, todas as porradas na cara. De umas porradas conquistei realizações; de umas felicidades, passagens que me mostraram tickets vencidos, pra nunca mais voltar; de boas educações um brilhante ensaio para espetáculos teatrais. Obrigado à MEU Deus (eu que desenhei Ele, não foi Ele que me desenhou! Alguém aí se lembra daquela música chata do Armandinho?). Cada um tem o seu rabisco; o seu lápis de cor; o seu registro de nascimento; o seu ano biológico em cada novo ano-novo letivo que se inicia... .
Eu, por exemplo, nunca vou esquecer do meu aniversário, ainda que eu tenha um lapso, uma perda de memória. Sou da geração dos 80, e que por sinal estou ouvindo - neste exato momento - a Rádio Terra anos 80: acabou de tocar Edgard Scandura com o seu Culto de Amor, passando a bola pra R.E.M, com Stand . Então conte aí: 1980: zero anos (tira sua mente poluída daí, viu!); 1981: um ano; 1982: 2 anos e 2006: 26 aninhos de idade! Isso, parabéns, você sabe contar! (Rs). Alguém curte Genesis? Tô ouvindo Invisible Touch. Tô prestes a completar em 2007.... . Pois é! Tive um reencontro com a minha eterna Tia Lilian, a pessoa que me deu os horizontes literários da vida. Como eu amo essa mulher, a sua figura tão única. Eu, o então Eduardo, áustero, magrinho, sozinho e calado adolescente de dezessete anos. MEU Deus, dezessete anos! Será mesmo que passei por uma década? Quando temos dezessete anos não temos muito do que lembrar! Lembrar de quê? De quando tínhamos sete? O que de vida temos com sete anos? Aí finalmente toca na Rádio o clássico da Blitz, Você Não Soube Me Amar. Lembro que eu tinha um mini-vinil da Blitz, e a capa do disco era uma boca rosada, fazendo beicinho; e tinha até o patrocínio da Pepsi. Minha irmã guardava esse mini-vinil numa tigela, em cima do móvel... .Ah, que maravilha essas músicas que estão tocando aqui no meu headphone! " (...) Oh baby, não!" Hahahaha. Agora quem invade meus ouvidos é o Billy Idol, com Eyes Without a Face. Tô ferrado! Não vou conseguir me desligar nunca do meu universo, dos meus comportamentos, dos meus vícios, da minha chatice ' da lua'. Tenho simplesmente que me preparar para a não criação de mitos em 2007! Simplesmente " (...) deixe a sua natureza se manifestar", como diz Primeira Pedra, música da Marisa do novo álbum, Universo Particular. E é assim, com pinta de VJ que me despeço de vocês, anônimos leitores do Epifania. Ótima manifestação de natureza para vossas inerências em 2007 e para sempre!
Xêru pras mina e um axé pros mano!
Ouvindo: Brylho - "Noite do Prazer"
No comments:
Post a Comment