A platéia ovaciona a chegada do DJ. O batidão começa a pulsar forte nos corações da rapaziada. Vânia e Stefano estão na Concha Acústica, se chupando. O celular de Stefano apita sem parar com a chegada de torpedos. Vânia pergunta "que tanta mensagem éessa?" Ele responde num tom cafajeste " é propaganda da operadora pedindo pra eu fazer um 21". Vânia cala de novo a boca de Stefano e lhe rouba um beijo. Na verdade Stefano mente pra Vânia, pois quem está no lado esquerdo do palco é Mônica, a ninja topa todas. Noite escura de céu estrelado, luzes estrobo e um cantor "romântico" no palco. Vânia e Stefano se conheciam de vista, assim como você e eu que não nos conhecemos: eu escrevo, você lê; eu faço login, você me vê online e fuça minha página; eu atualizo fotos, você salva no computador pra um dia dizer: " aqui oh, o que o popstar fazia antes da fama!". Esses encontros, bizarros desencontros , sempre são fonte de inspiração para a composição de melôs de funk. Aliás, Vânia e Stefano poderia ser o título de um melô! Sei lá, o melô da paquera, o melô do acanhado, do discarado, melô do cadiado sem chave... . Amanhã irei apresentar um seminário sobre funk carioca. Consegui comprar o porradão livro de Silvio Essinger que tem me ajudado muito. Existe tanta coisa na vida que a gente "caga e anda" por ignorância e preconceito. Devíamos agradecer ao Deus sangui-baum por termos o intelecto de pensar e estudar temas que condenamos. Devíamos dar o dedo médio da mão (sic) mais grande pra essas editoras escrotas, que infelizmente insistem em dificultar a leitura com preços tão altos. É, cultura ainda continua sendo palavra de rico! Já a cultura popular continua calada nos guetos. Como disse Caetano Veloso: " Muita gente tem ojeriza com coisas que acontecem no Brasil, como a axé music, a música do Carnaval da Bahia ou o funk carioca. São elitistas com medo e vergonha de se misturar com o que vem ' de baixo' ".
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