Friday, December 01, 2006

O Mercadão das Carnes

Ouço a fritura da carne de hamburger estalar na panela, da cozinha. Tem um grilo na minha CPU? Será? Não, acho que não. Ele também é crocante. A madrugada engorda e já são 01:49 am. Há alguns dias tenho escutado um gri-gri-gri sem parar pela sala. Levanto mesa, ventilador, sapato, colchão; e nada. Quem nunca calçou um sapato e encontrou uma barata? Eu já, e era um filhote. Mas peraí, calma, eu não moro em nenhum " depósito". Apenas estou revelando alguns causos que acontecem ao longo da inseticida vida de um universitário remanescente. E já que citei referências esquálidas, o dia 29 de novembro foi o dia do mercadão das carnes! A turma toda de História do Teatro Universal III fez a feira dos corpos de validade vencida no PAC - Vale do Canela. Até a sala onde se encontrava uma cúpula da UFBA foi invadida por criaturas que seguravam desde Playboys arreganhadas, até pés de boceteiro enrolados com papel- filme. Você não está entendendo nada, não é mesmo? É o seguinte: como conclusão da citada disciplina, montamos uma performance que sujou a imagem da carne dos atores da Escola de Teatro. Daí você se pergunta novamente: carne dos atores? É, carne dos atores! Eis alguns personagens: à frente tivemos um Saxofonista que conduzia os pecadores pelos espaços do pátio de ADM e Educação; um Pastor que pedia o fim do churrasco; um Picudo Assado que durava até três meses após o carnaval; uma Loirinha - Ponto GG que só aceitava carne vermelha a partir de 21 cm; uma Medidora de " carnemétrico", que pedia para os clientes - o público passante - apalpar os pedaços de cada um. Acha melhor eu parar por aqui? Pois é, e eu que pensava que o bode era a carne do vinho... . Não vou nem precisar postar as fotos do mercadão. Quase todas as carnes foram compradas e arquivadas em papéis de parede, em máquinas fotográficas... . O teatro das carnes é anarquista, e pode invadir a sua casa sem permissão do seu puddle. Nós iremos comê-lo!

No comments: