Nascemos de novo com a oportunidade de chutar mais baldes, de pensar se devemos continuar, trancar a porta do porão ou correr pro fundo do mar. Estou numa reta final, numa linha tênue entre o desemprego alternativo e o desejo criativo. Mais um ano de aluguel reajustado (e que reajuste!); de esperanças publicitárias; de peças teatrais montadas; de cidades planejadas. Quero um 2007 sem querer saber a que hora e lugar terei o meu know something. É por isso que a epifania é a essência do meu blog.Algumas aulas são teorias de papel que merecem ser pinicadas e jogadas ao vento; uns professores substitutos deveriam buscar alunos em turmas fantasmas; o dinheiro deveria vir de Deus e sem o pensamento cristão da recompensa; os casados deveriam convidar o padre para abençoar a relação na cama de (com o) casal; o celular deveria pegar na casa do Zé do Caixão - a propósito, certa vez uma atendende de telefonia celular recebeu a ligação de um expert em trotes às 02:00 am:
- Alô, o meu celular tá sem sinal!
- Pois não, senhor. Com quem estou falando? - sempre no gerúndio pra variar!
- Com o Esqueleto. Minha alma foi assassinada dentro de uma catacumba. Roubei um Moto Q novinho, de uma moça que havia saído do shopping. A tecnologia dele é de última geração. Ele ainda não morreu, a bateria não descarregou mas o sinal...porra! Tem certeza que meu aparelho pega aqui dentro? A operadora é boa?
- Senhor, em virtude de trote estou desligando a sua ligação...
- Peraí!
Pimba! a ligação se vai com a voz do anônimo. Como faço pra respirar fundo e deixar o ar (re)trabalhar meu diafragma, a minha respiração cansada de tanto ar poluído? Eu só quero me destitular das formações humanas, das educações de ouvido e dos jograis. Um dia o meu salário vai brilhar igual ao dos ministros do Planalto Central; ou vai nascer a cada dia, como a luz do sol que está gratuita para o pescador que mora à beira do mar. Uma vez tentei me alimentar de luz e fiquei com fome de cachorro-vagabundo. Tenho medo dos pedestais e de alguns títulos que vêm de fora. Santo de casa não faz milagre? Quem disse? A busca de novas energias, de novos cabos são sempre longos, sempre importados da gente que nos observa. Enxergamo-nos muito no olhar do outro, e isso é uma puta cilada. A confiança de que nós somos fortes e capazes parece desfalecer com o término do Natal, do Ano-Novo e do Carnaval. Por que será? Por quê? Se não fosse a mentira, a verdade nunca existiria. Se não fosse o sofrimento, jamais existiria o ser-humano. Se não existisse Jesus, Elvis jamais seria pop-star. E se você tirasse o lacre do sonho , a vida não seria tão chata e, com certeza, fogos e explosões não seriam mais artifícios para acender o brilho de nossos céus de janeiro.
- Alô, o meu celular tá sem sinal!
- Pois não, senhor. Com quem estou falando? - sempre no gerúndio pra variar!
- Com o Esqueleto. Minha alma foi assassinada dentro de uma catacumba. Roubei um Moto Q novinho, de uma moça que havia saído do shopping. A tecnologia dele é de última geração. Ele ainda não morreu, a bateria não descarregou mas o sinal...porra! Tem certeza que meu aparelho pega aqui dentro? A operadora é boa?
- Senhor, em virtude de trote estou desligando a sua ligação...
- Peraí!
Pimba! a ligação se vai com a voz do anônimo. Como faço pra respirar fundo e deixar o ar (re)trabalhar meu diafragma, a minha respiração cansada de tanto ar poluído? Eu só quero me destitular das formações humanas, das educações de ouvido e dos jograis. Um dia o meu salário vai brilhar igual ao dos ministros do Planalto Central; ou vai nascer a cada dia, como a luz do sol que está gratuita para o pescador que mora à beira do mar. Uma vez tentei me alimentar de luz e fiquei com fome de cachorro-vagabundo. Tenho medo dos pedestais e de alguns títulos que vêm de fora. Santo de casa não faz milagre? Quem disse? A busca de novas energias, de novos cabos são sempre longos, sempre importados da gente que nos observa. Enxergamo-nos muito no olhar do outro, e isso é uma puta cilada. A confiança de que nós somos fortes e capazes parece desfalecer com o término do Natal, do Ano-Novo e do Carnaval. Por que será? Por quê? Se não fosse a mentira, a verdade nunca existiria. Se não fosse o sofrimento, jamais existiria o ser-humano. Se não existisse Jesus, Elvis jamais seria pop-star. E se você tirasse o lacre do sonho , a vida não seria tão chata e, com certeza, fogos e explosões não seriam mais artifícios para acender o brilho de nossos céus de janeiro.
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