... ou "Um epitáfio ao Diretor"
Nada como um dia após o outro. Sim, está sendo necessário enfrentar o jogador . Tenho orgulho de ser surpreendido por decepções e, ao mesmo tempo, de admitir aqueles momentos em que me faço de vítima (que definitivamente não é este o caso). Esse ritmo ralentado da vida moderna nos atravessa com pessoas propensas ou não a admitir o erro. Não sou um burro completo para vendar os olhos e negar o desvio de caráter alheio, principalmente quando ele não é alheio, mas sim um cara-caráter inserido em seu convívio.
O mundo nos obriga a racionalizá-lo, a negar a fraqueza humana, a não admití-la. Que mal há em assumí-la, a pô-la pra fora? Se existiram fortalezas emparedadas como as de Ricardo III eu admiro, porque como dizia Renato Russo, " os bons morrem cedo". Quanto tempo durou Ricardo III? Não sou bom. Você, nós, todos nós somos filhos-da-puta, somos sonsos e barrocos. Mas existe uma grande distância entre a fortaleza profissional e a pessoal. Mentira daquele jogador que nutre a tola esperança de se preencher de egos concretos e negar a existência do baque, por vaidade. Precisamos, ainda que não nos suportemos em algum aspecto, um do outro.
Tenho orgulho de deixar meu relógio atrasado, sem pretensão de adiantar ponteiros e derrubar números. Não coleciono números, e sim palavras. Não esqueço do teor doce e ácido das palavras. Elas são precisas e necessárias. Elas me atraem e me repulsam. São reveladoras, ainda que mentirosas. Sim, Eduardo, daqui a um ano você irá ler este post sabendo que ele é um grande devaneio, um sincero devaneio; sem tramas de erudição. Aqui sinto o que digo, sempre, porque sou epifania. E mais uma surgiu recentemente: descobri que a palavra amizade é preciosa tanto quanto mãe. "Lista de amigos", generaliza o Orkut. "Ah, um amigo meu que ligou!" A primeira impressão nunca é a que fica, porque nas primeiras impressões encontram-se os signos acostumados a rotular o que é bom e ruim. No teatro a primeira impressão é a que fica. Não na vida. Na vida a primeira prova, essa sim, é a que fica.
Quando o jogador priorizar o rendimento de seu passe - mesmo que tenha outro do mesmo time correndo a seu favor - e driblar sua sinceridade em prol da imagem, do manual biográfico, descarte-o! Ele realmente será seu jogador, seu vizinho; mas nunca seu amigo. Foi o que eu fiz. Estou inserido num processo de espetáculo que tem durado um ano, a trancos e barrancos. Estou como Truman perdido num set de gravação, condicionado a reagir à realidade daquele compromisso egoísta. É engraçado sugerir exercícios de "entrosamento" cênico quando o próprio idealizador ata-se a uma muralha.
Pensei que o jogo (neste artigo sempre me refiro ao da vida) não existisse dentro do trabalho envolvendo amigo (s). É, Diretor, agora entendo por que você comentou aquele dia que quando ficamos mais velhos, menos " inocentes" ficamos. Teoria posta em prática!; " sifuxipás" jograis de aluna iniciante com direito a 1h (!) em nome de um apoio publicitário da mamãe.. eticétara eeticétara. É foda quando esses episódios acontecem exatamente naquelas esquetes da vida real em que a confiança da pessoa é posta à prova. E uma nota bem dada é igual à beleza de uma tela: vale por mil palavras. Como se intitula a última temporada de A Sete Palmos: "Todas as coisas, todas as pessoas, todos os lugares, têm seu fim".
Nada como um dia após o outro. Sim, está sendo necessário enfrentar o jogador . Tenho orgulho de ser surpreendido por decepções e, ao mesmo tempo, de admitir aqueles momentos em que me faço de vítima (que definitivamente não é este o caso). Esse ritmo ralentado da vida moderna nos atravessa com pessoas propensas ou não a admitir o erro. Não sou um burro completo para vendar os olhos e negar o desvio de caráter alheio, principalmente quando ele não é alheio, mas sim um cara-caráter inserido em seu convívio.
O mundo nos obriga a racionalizá-lo, a negar a fraqueza humana, a não admití-la. Que mal há em assumí-la, a pô-la pra fora? Se existiram fortalezas emparedadas como as de Ricardo III eu admiro, porque como dizia Renato Russo, " os bons morrem cedo". Quanto tempo durou Ricardo III? Não sou bom. Você, nós, todos nós somos filhos-da-puta, somos sonsos e barrocos. Mas existe uma grande distância entre a fortaleza profissional e a pessoal. Mentira daquele jogador que nutre a tola esperança de se preencher de egos concretos e negar a existência do baque, por vaidade. Precisamos, ainda que não nos suportemos em algum aspecto, um do outro.
Tenho orgulho de deixar meu relógio atrasado, sem pretensão de adiantar ponteiros e derrubar números. Não coleciono números, e sim palavras. Não esqueço do teor doce e ácido das palavras. Elas são precisas e necessárias. Elas me atraem e me repulsam. São reveladoras, ainda que mentirosas. Sim, Eduardo, daqui a um ano você irá ler este post sabendo que ele é um grande devaneio, um sincero devaneio; sem tramas de erudição. Aqui sinto o que digo, sempre, porque sou epifania. E mais uma surgiu recentemente: descobri que a palavra amizade é preciosa tanto quanto mãe. "Lista de amigos", generaliza o Orkut. "Ah, um amigo meu que ligou!" A primeira impressão nunca é a que fica, porque nas primeiras impressões encontram-se os signos acostumados a rotular o que é bom e ruim. No teatro a primeira impressão é a que fica. Não na vida. Na vida a primeira prova, essa sim, é a que fica.
Quando o jogador priorizar o rendimento de seu passe - mesmo que tenha outro do mesmo time correndo a seu favor - e driblar sua sinceridade em prol da imagem, do manual biográfico, descarte-o! Ele realmente será seu jogador, seu vizinho; mas nunca seu amigo. Foi o que eu fiz. Estou inserido num processo de espetáculo que tem durado um ano, a trancos e barrancos. Estou como Truman perdido num set de gravação, condicionado a reagir à realidade daquele compromisso egoísta. É engraçado sugerir exercícios de "entrosamento" cênico quando o próprio idealizador ata-se a uma muralha.
Pensei que o jogo (neste artigo sempre me refiro ao da vida) não existisse dentro do trabalho envolvendo amigo (s). É, Diretor, agora entendo por que você comentou aquele dia que quando ficamos mais velhos, menos " inocentes" ficamos. Teoria posta em prática!; " sifuxipás" jograis de aluna iniciante com direito a 1h (!) em nome de um apoio publicitário da mamãe.. eticétara eeticétara. É foda quando esses episódios acontecem exatamente naquelas esquetes da vida real em que a confiança da pessoa é posta à prova. E uma nota bem dada é igual à beleza de uma tela: vale por mil palavras. Como se intitula a última temporada de A Sete Palmos: "Todas as coisas, todas as pessoas, todos os lugares, têm seu fim".
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