A nova casa da minha família trouxe recordações da minha adolescência no Bairro JK/Sol Nascente. Recordações dos meus amigos de infância, de bicicleta, de punheta, de sandices espalhadas pelas ruelas repletas de festas americanas, de sons de Nirvana. Lembro-me que não tinha víedo-game quando pequeno, e ao entrar na nova casa deparei-me com o espaço onde ficava a sala de jogos do filho da prima da minha mãe. Lembro de Guilherme tirando onda da minha cara, do Elemento Neutro, como era meu apelido. Isso quando o Cabelinho da Suiça não era o principal.
A nova casa será a casa que vai ver Isabelle se tornar moça, com seus namoricos de portão; que vai ver Danillo cheio de jogos eletrônicos espalhados pelos compartimentos; que vai ver novas alegrias, brigas, discussões, comemorações, risos e lágrimas de gente comum, de uma família especial. Quanto a mim, procuro me afastar das lembranças desagradáveis e substituí-las por coragens, novas coragens.
A casa do portão verde, a casa (mais uma) da esquina, a casa de andar, dedeitar, de cambalhotar; a casa com novos tons, novos cheiros. A casa cibernética, com uma família do futuro, mas com aprendizados do passado não transformados. Dráculas, bruxas, natureza. Seres novos irão espiar os novos moradores. E quanto a mim? Se casa nova é vida nova, fim de jornada, nova jornada? Qual será a minha jornada. Estou (diferente de ser) só. Não sei qual será meu próximo destino, em qual casa, em qual pessoa me abrigarei. Vou sair mais, beber mais, gastar mais, gozar mais. A vida desperta vontades e sonhos repletos de incertezas, repletos de ridicularidades.
Viva eu, viva você, viva nós, viva a física quântica, viva a liberdade de ser o que quisermos ser, de ir para onde quisermos ir, de abandonar quem quisermos abandonar, de escolher quem quisermos escolher. Daqui a pouco a nova casa vai guardar uma nova semente que brotará a esperança de focar a felicidade e o amor em sua totalidade. Que a nova morada abrigue seus poros, suas carnes, suas almas e que desenhe uma nova cara , uma nova maneira de enxergar o mundo ( não o globo, mas o mundo no qual nascemos: a família)
Não há lugar como a nossa casa! Não há lugar como nós mesmos, deuses sagrados, de corpos e almas sagrados, senhores e semeadores da vida. Os átomos pulsam a cada instante que se vê um sorriso, um abraço, um amor espontâneo. Não há lugar como nossa casa! Pinte, dê língua, sorria, chore, alonge-se no chão, dê cambalhota, ame o corpo e deixe-o ser amado, abrace a porta da casa, a parede da casa, o esgoto da casa, a escada da casa, a varanda da casa, o verde da planta, o gás da planta. Cheire, filosofe-se, entregue-se à energia presente no foco do que você quer para você. Sinta o que vier, abrace o verdadeiro, dê descarga no olho gordo, na falsidade, energize seu campo.
A mente tem o poder de transformar diabo em deus e deus em diabo. Não tenha medo, casa nova. Eu te amo, amo seu cimento, seus tijolos, sua essência, a minha essência junto com a sua, a nossa essência antropofágica. Amo o toque da brisa que balança o ding-ding do sino pendurado, que levanta o lençol da cama pela metade, que apaga a vela, que toca na pele de quem estiver sentado ao sofá vendo um programa qualquer, que amorna o bolo quente saído do forno, que desgela o frio da geladeira, que limpa as minhas narinas, deixando lembranças em forma de excrementos melequentos em seus pêlos, que daqui a pouco vão embora com um futucar de dedos limpando-as em um canto qualquer.
Vamo limpá, vamo limpá, vamo limpá, vamo limpá!
A nova casa será a casa que vai ver Isabelle se tornar moça, com seus namoricos de portão; que vai ver Danillo cheio de jogos eletrônicos espalhados pelos compartimentos; que vai ver novas alegrias, brigas, discussões, comemorações, risos e lágrimas de gente comum, de uma família especial. Quanto a mim, procuro me afastar das lembranças desagradáveis e substituí-las por coragens, novas coragens.
A casa do portão verde, a casa (mais uma) da esquina, a casa de andar, dedeitar, de cambalhotar; a casa com novos tons, novos cheiros. A casa cibernética, com uma família do futuro, mas com aprendizados do passado não transformados. Dráculas, bruxas, natureza. Seres novos irão espiar os novos moradores. E quanto a mim? Se casa nova é vida nova, fim de jornada, nova jornada? Qual será a minha jornada. Estou (diferente de ser) só. Não sei qual será meu próximo destino, em qual casa, em qual pessoa me abrigarei. Vou sair mais, beber mais, gastar mais, gozar mais. A vida desperta vontades e sonhos repletos de incertezas, repletos de ridicularidades.
Viva eu, viva você, viva nós, viva a física quântica, viva a liberdade de ser o que quisermos ser, de ir para onde quisermos ir, de abandonar quem quisermos abandonar, de escolher quem quisermos escolher. Daqui a pouco a nova casa vai guardar uma nova semente que brotará a esperança de focar a felicidade e o amor em sua totalidade. Que a nova morada abrigue seus poros, suas carnes, suas almas e que desenhe uma nova cara , uma nova maneira de enxergar o mundo ( não o globo, mas o mundo no qual nascemos: a família)
Não há lugar como a nossa casa! Não há lugar como nós mesmos, deuses sagrados, de corpos e almas sagrados, senhores e semeadores da vida. Os átomos pulsam a cada instante que se vê um sorriso, um abraço, um amor espontâneo. Não há lugar como nossa casa! Pinte, dê língua, sorria, chore, alonge-se no chão, dê cambalhota, ame o corpo e deixe-o ser amado, abrace a porta da casa, a parede da casa, o esgoto da casa, a escada da casa, a varanda da casa, o verde da planta, o gás da planta. Cheire, filosofe-se, entregue-se à energia presente no foco do que você quer para você. Sinta o que vier, abrace o verdadeiro, dê descarga no olho gordo, na falsidade, energize seu campo.
A mente tem o poder de transformar diabo em deus e deus em diabo. Não tenha medo, casa nova. Eu te amo, amo seu cimento, seus tijolos, sua essência, a minha essência junto com a sua, a nossa essência antropofágica. Amo o toque da brisa que balança o ding-ding do sino pendurado, que levanta o lençol da cama pela metade, que apaga a vela, que toca na pele de quem estiver sentado ao sofá vendo um programa qualquer, que amorna o bolo quente saído do forno, que desgela o frio da geladeira, que limpa as minhas narinas, deixando lembranças em forma de excrementos melequentos em seus pêlos, que daqui a pouco vão embora com um futucar de dedos limpando-as em um canto qualquer.
Vamo limpá, vamo limpá, vamo limpá, vamo limpá!
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