
Falei com minha mãe no orelhão e terei que voltar pra Aracaju pra resolver um assunto de família que, por segurança, prefiro não comentar neste blog. Mas é um "problema de negócios", nada muito pessoal. Ontem assisti Santiago, de João Moreira Salles. Filme sensível, intenso, que me fez lembrar de O Homem Urso, do mestre Herzog.
Talvez eu vá assistir Viva o Povo Brasileiro no Martins Gonçalves hoje à noite. Tô lendo muita coisa sobre o mito de Édipo. E é impressionante como essa história avassaladora faz parte da nossa vida, nossas dúvidas sobre o nosso nascimento, se fomos desejados/indesejados, nosso destino, nossa entrega isenta de julgamentos externos. Estou apaixonado pélo mito de Édipo, o Cristo presente no segredo de cada um de nós.
Somos capazes de muita coisa. A inteligência não é só feita de absorção de idéias dos outros - isto seria mera erudição, mas também de nossas próprias vivências. Tô feliz, porque tenho um átomo pulsante dentro deste universo que me levará ao átomo de alguém, de alguma coisa. Não vou abandonara viagem de mim mesmo. Tô feliz porque me desconstruo a cada dia. E por isso venho conquistando coisas na vida, procuro sempre repor o combustível das minhas escolhas, do meu foco. O que importa não é afastar o que não quero, mas sim desejar com toda a força o que verdadeiramente quero. Chega de brigar com a vida! Chega mesmo.
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