Wednesday, November 28, 2007

Mereço reconstruir a minha vida

Estou, de fato, encarando uma nova realidade de "vida adulta". 2007 foi um ano de revelações, estúpidas revelações. Eu não aguento mais o meio teatral. Estou farto dessas lamentações baratas, mas é necessário que se diga. Por mais repetitivo que eu esteja sendo, estou isento de palavras de boas maneiras neste momento. Por que é preciso tanta babação de ovo pra se conseguir as coisas nessa vida? Por que será que tanta gente se esconde por detrás destes egos de merda? Minha vida vai continuar na lama como está se eu continuar desse jeito ou isso é um sinal de que eu deva realmente parar? Será que é tão difícil encontrar alguém que queira estar ao seu lado simplesmente para curtir uma idéia, cumpliciá-la, mostrar a cara, o estilo, a personalidade. Pra quê/por quê tenho que agir como os outros, pensar no aval de alguém? Fodam-se os pensamentos alheios.
Paguei míseros R$ 2,00 nesta noite de quarta-feira, aqui numa Lan House do 2 de Julho, só pela medíocre necessidade de extravasar minha atual insatisfação para com o estado de mendicância dramática a que venho me sujeitando nesta vida cê(cí)nica. Chamam-nos pra realizar trabalhos ousados, gratuitamente ousados; outros para pegar um ônibus e atravessar uma longa travessia da cidade pra gravar um vídeo... . E, quando voltar, não encontrar ninguém no seu apartamento pra te confortar. Nesses momentos percebo que minha única saída é racionalisar meus sentimentos, para sofrer menos. Estou, como já venho dizendo em tom trágico, à beira dos 28 e sinto que não consegui construir nada em minha vida. Não consegui construir um relacionamento maduro, uma carreira madura, não consegui me tornar um ser humano maduro. Existe ainda em mim uma criança perdida com a realidade deste mundo, com a falsidade humana. Eu não tenho mais força psicológica pra aguentar a Escola de Teatro e, conseqüentemente, algumas pessoa a quem mantive laços; por um simples vínculo acadêmico. Quero parar de escrever agora, estou cansado de tanta coisa.

1 comment:

Paula Zilá said...

ô, meu amor. Posso te dizer que não me sinto nem um pouco diferente disso.
relaxa, é o único jeito.
aquela célebre e clichê frase: "o mundo dá voltas". e dá mesmo.
deixa estar, tudo se acerta.
te amo, fique bem!