Se as pessoas soubessem como faz um bem enorme pensar com a própria cabeça, amenizariam a desenfreada necessidade de alimentar seus egos com as tábulas filosóficas de tantos outros. Não quero dizer, com isso, que devemos parar de ler livros, de ler conceitos niilistas sobre a realidade da vida, queimar os livros. Não, nada disso. Não apoio militâncias calcadas em ideais de " encontramos todas as respostas para os seus problemas". O que eu quero, de fato, é saber se somos capazes de transformar o que lemos e aprendemos num delicioso prato que se encaixe ao paladar da (s) nossa (s) personalidade(s). Quem sou eu em época de quem somos nós. Como podemos saber como funcionamos no mundo sem conhecer os nossos manuais de instrução?
É complicado lidar com as instituições quando esperamos nos tornar algo em função delas. Tive de esperar meu curso de interpretação chegar ao final de sua longa jornada para compreender que a minha criação, a minha originalidade estava em processo de crucificação; evangelizada por conceitos de livros empoeirados. A minha mente hoje está em processo de pausterização, minha safra de neurônios estava fértil como cogumelo de cocô de vaca. E que aconteceu com eles? Lembro como foram poucas as vezes em que enxerguei pessoas (sem levar muito a sério a hierarquia ou função social de aluno, professor, funcionários - estes últimos sim, os mais generosos!) despreocupadas com a concorrência. É, no fundo temos sempre aquele ego dodói pedindo por um marketing pessoal!
Os projetos devem vir como consequência de uma vida vivida, e não de um ideal do que ela poderia ser. Se eu quero ser um cineasta, um fotógrafo, um grande ator, ou qualquer função polivalente; tenho que viver meu mundo com o mesmo olhar. Ser, e não ter. Primeiro o texto, depois o título. Foi o que acabei de fazer neste post e o que eu venho fazendo com a possível nova vida desse quase final dos anos 00.
Hoje vou assistir Império dos Sonhos, de Lynch, e A Maldição da Flor Dourada, de Zhang Yimou.
É complicado lidar com as instituições quando esperamos nos tornar algo em função delas. Tive de esperar meu curso de interpretação chegar ao final de sua longa jornada para compreender que a minha criação, a minha originalidade estava em processo de crucificação; evangelizada por conceitos de livros empoeirados. A minha mente hoje está em processo de pausterização, minha safra de neurônios estava fértil como cogumelo de cocô de vaca. E que aconteceu com eles? Lembro como foram poucas as vezes em que enxerguei pessoas (sem levar muito a sério a hierarquia ou função social de aluno, professor, funcionários - estes últimos sim, os mais generosos!) despreocupadas com a concorrência. É, no fundo temos sempre aquele ego dodói pedindo por um marketing pessoal!
Os projetos devem vir como consequência de uma vida vivida, e não de um ideal do que ela poderia ser. Se eu quero ser um cineasta, um fotógrafo, um grande ator, ou qualquer função polivalente; tenho que viver meu mundo com o mesmo olhar. Ser, e não ter. Primeiro o texto, depois o título. Foi o que acabei de fazer neste post e o que eu venho fazendo com a possível nova vida desse quase final dos anos 00.
Hoje vou assistir Império dos Sonhos, de Lynch, e A Maldição da Flor Dourada, de Zhang Yimou.
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