
21 de dezembro de 07
*Se você assiste House, vou logo avisando que contém spoiller da 3ª temp.
Adorei a 3ª temporada de House. Comprei numa promoção bomba de R$ 109,00 na Submarino. Gregory (Hugh Laurie) passa por provações, duas pacientes (uma garota estuprada e uma fotógrafa, as duas, em episódios diferentes) percebem nele, digamos, alguma sensibilidade por detrás do seu comportamento pernóstico e, no final, a equipe se desfaz. Eu já vinha comentando que se eu tivesse a mesma segurança que tenho hoje quanto à minha personalidade, talvez prestasse vestibular para medicina; assim como os aspirantes a advogados da minha época escolheram a carreira por causa do filme O Advogado do Diabo.
Sempre fui apaixonado pela literatura, tenho me sentido totalmente entregue às histórias de Shakespeare (que, literalmente, não são adocicadas com pitadas de nobreza e burguesia, como muitos consideram os clássicos). E devo muito dessa epifania à professora Lígia. Porra, Shakespeare está em tudo, está em House, está nas relações humanas, está na cegueira dos comportamentos sociais e, inclusive, em algumas pessoas que fazem teatro, que usam este veículo para expressar única e exclusivamente as suas confusas sexualidades: " será que ele (ela) é?".
Patéticos aqueles que acham que seus mundos são unilaterais. Dantesco isso, não? É impressionante como existem "sábios" que adoram criar guetos, igrejinhas de puteiros veladas em companhias cênicas. E ainda têm a cara de pau de falar mal das religiões, já que criam as suas próprias... . Quanta contradição! Quanto fetichismo, quanta escassez artística! Querem trepar com os olhos? Aproveitem. Mas aqui vai um conselho: tenham a coragem de dar um papo reto uma vez na vida, não picareteiem o teatro ou qualquer outra arte com suas suas loucuras! Existem clínicas e " chegados" para isso. Procuro na vida coisas que completem meu mundo, e não tenho pretensão alguma de querer impor escala de valores diante de outros. Crio sempre a minha própria. Quem se identifica, me segue. Quem não, um tapinha cínico nas costas.
22 de dezembro de 07, já em Aracaju.
Agora escrevo na nova casa. Estou feliz em ter voltado pra cá, agora, com novos ares. Entreguei a coruja-mosaico pra Mônica, a fonte de água pra mamãe - um dos vasos de barro quebrou o tampo, mas ela vai colá-lo com cimento e verniz, daqui a pouco. Que merda, Luana, a vendedora do Mundo Verde do Center Lapa, não embrulhou direito, além de ter esquecido de pôr a bomba. É...tive que voltar depois lá pra pegar, mas tudo se resolveu - e o chaveiro do Snoopy paraquedista-pink-gay, pra Isabelle. Não comprei nada pra Danillo, foi tudo em cima da hora, mas acho que o moleque não se incomodou muito. Até o Natal dou um presente pra ele. Acordei mais ou menos seis e meia da manhã nesta sexta-feira. A casa tava um barraco que só, tudo muito desarrumado. Pra variar, a torneira do chuveiro quebrou ontem, espirrando água pra tudo o que era canto. Ô apartamentinho fodido é aquele. Tive que gastar R$18,00 reais de táxi pra não perder a passagem da Bomfim. Viajei o percurso todo da Linha Verde jogando futebol...no celular, claro (da TIM..." que merda!" rsrs).
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