Monday, December 31, 2007

Tudo é como um celular. Se você quiser, cabe na palma da mão.

O meu celular é um Hello Motto C261. Nele existe um jogo de futebol com as seguintes fases: fácil, normal, difícil e profissional; sendo que a última é a mais difícil. Eu sempre perdia de dez a zero, sendo dez o limite do placar. Eu estou conseguindo encontrar "manhas" neste joguinho miserável. Tem um drible massa que você faz zig-zag com a bola - só que não pode deixar o jogador " tocar" - e ela vai parar direto no gol. Ainda não cheguei a ganhar na fase profissional, mas agora tenho perdido de 10 a 6 pro time rival, o de vermelho. O do desafiante é sempre branco. Como tudo na vida, se praticamos certas atividades várias vezes ( e aquela também), vamos percebendo o que há por detrás das aparências das coisas (vide Édipo), e o fluxo gnóstico surge para iluminar-nos. Ontem, na Discovery Channel, assisti a mais um "documentário" sobre Da Vinci. Dessa vez era sobre a sua autoria de The Holy Infants Embracing. Interessante!

Estou tão feliz com as leituras que tenho feito ultimamente. Estou, digamos, com um espírito tão da vinciano. Tudo o que toco, o que observo, me vem uma curiosidade de saber/conhecer a natureza das coisas. Acho queestou numa fase excelente pra reaprender física, matemática e ciências biológicas. Estou saindo do discurso. Agora mesmo me veio outra epifania à mente: na apresentação do meu projeto de monografia do curso de publicidade e propaganda, apresentei uma folha em semi-decomposição. Tratava-se de um objeto de estudo dos aprendizados de Antônio Maluf (ele é um artista de vanguarda, não tem nada a ver com política) e a sua Arte Concreta.

Estou vendo que 2008 passará, pelo menos pra mim, aquém de um feriado de 1º de janeiro, talvez pela primeira vem em minha vida. Nossa, como sinto vida pela vida, como é bom enxergar os espíritos-mensageiros nas histórias de nossos logos. Já não tenho receio sobre o devir. Estou sentindo naturalmente os meus pensamentos. Não vejo mais as coisas através dos incensos, dos santos, das "igrejas", dos oráculos.

Precisei andar em círculos no meu mundo por um bom tempo, odiar a parceria comigo mesmo nas decisões para perceber como a vida é maravilhosa, como seu clichê é estupidamente apaixonante. Sim, "conhece-te a ti mesmo!", não há vocação mais linda num ser humano como o dom da vida. Conheço pessoas assim. Como é bom sentir o seu gosto abstraído de qualquer indução química. Tenho aprendido a enxergar essa possibilidade em mim, livre de intermediários e oráculos. Meu filho, meu amigo; meu amor, companhia de episódios totalmente pertencentes à esfera deste mundo. 2008, 28; 2008, peça de formatura; 2008, Édipo; 2008, minha tatoo; 2008, sexo; 2008, um grande amor, uma longa noite. O que tiver de vir virá com esse gostinho de drops natural. Eu posso! Eu quero!

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