Thursday, March 06, 2008

Era uma vez um homem, que acordou após aquele dia.

Os meus planos de "deixar as tardes livres" estão vagando pela minha mente. Tô me preparando para enfrentar a vida, deixar de ser tão sonhador, criança, artista-espírita para buscar, imediatamente, resolver a minha vida. Tô de saco cheio de ouvir a síndica do prédio dizer que Eduardo é um bom moço, solteiro - ela adora enfatizar que sou solteiro, não sei pra quê, já que ainda não resolvi minha vida de adulto profissional - e outros blablablás. Desconfio que ela seja lésbica, ou curte. Solteirona, velha, "gosta de arte" - como ela mesma fala -, vai às salas de arte com as "amigas"... . Então matematicamente ela deve pensar a mesma viadagem de mim. Ontem fui lá no apartamento dela me queixar do eterno vazamento que está tendo no meu banheiro. O picareta do encanador não vem há três semanas, sendo que já paguei pelo serviço do cara. E o meu crime contra o meio ambiente persiste, pingo após pingo. Não, pingo não, está descendo uma leve cachoeirinha na parede. O encanamento do chuveiro quebrou. Tô tomando banho de bica, com gosto de metal. Sinistro, não? Tô evitando postar comentários de auto-ajuda aqui no Epifania. Meus dias estão sendo de céu e inferno. Estava a um passo de conseguir um equilíbrio financeiro e artístico, e no momento me encontro num estágio de tragédia na Praça da Sé, repleta de amadorismos litúrgicos justificados. E agora? O que faço, José? Preciso da bênção de um terreiro. E por falar em terreiro, ontem houve uma manifestção na porta da prefeitura contra João Henrique, acusado de mandar derrubar um. Que mundo doido, esse! A minha balança tá querendo entrar em desequilíbrio, mas eu vou me segurar. Não posso perder a fé, mesmo que ela " faie" nos meus desejos mais sinceros. Vou parar de desejar, até de ter epifanias quero parar. Quero ser um ser da floresta, que não pensa duas vezes antes de correr atrás da caça. Ê vidinha viadinha de passiva essa de estudante e estagiário. Agora é me formar, dar um zig now na facul e mandar ela se fú!

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