Estou em construção! A começar pelos meus olhos e, depois, pelo meu bolso. Um par de lentes de contato custa R$ 150,00. E só chega em vinte dias. Um emprego custa um bom humor, e chega todos os dias. "Venham para cá pedreiros experientes, aconcheguem-se 'acá', construam mais puteiros asfixiantes e paguem suas contas!" - diria o chefe da dimensão capital. "Queremos comer sua alma e deletar seus neurônios com a sopa de letrinhas do meu teclado mestre!". O estado pós-passividade tem chegado a cada dia. O que fazer? E agora? É hora de inventar um dia de quê? As aulas acabaram, os aniversários já se passaram. Com esta frase, caso eu me torne um escritor particular de algum leitor-fã, incluirão este texto numa prova de vestibular (ou de algum concurso) e dirão: " o autor expressa a sua angústia ao afirmar: A) ' É hora de inventar um dia de quê?'. Assinale verdadeiro ou falso. Coisas desse tipo (inho). Mas o que ocorre é que hoje em dia, o sempre quase todo dia se prolonga em si mesmo como uma progressão aritimética. O que surgem são novidades neste estado de quase sempre...nunca. Meu número atual é 28,mas sinto que vim do 80. E vim mesmo!
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