Meus queridos, é impressionante como o Caco Galhardo traduziu, na piauí 19 (adoro a necessidade que os organizadores da revista têm de não impor uma letra maiúscula ao nome) em apenas uma tira de quadrinhos, o meu estado em relação ao ofício " intelectual". Na versão dele, o cara resolve virar alienado e esquecer a política. No meu, eu resolvo ser alienado pra esquecer o teatro - sifuxipá. Vale lembrar que intelectualidade não é sinônimo de inteligência, haja vista a maioria dos políticos, pseudo-esquerdistas e academicistas. O título é "Quando parei de me preocupar com canalhas", págs 38 a 43. Não quero nem comentar, mas aquilo, como leitor, me completou de tal forma! Comprem, não só pela tira, mas pela revista, seu humor ácido, inteligente.
Lara me telefonou hoje desmarcando as fotos do meu book. O maquiador fora assaltado na ida para o estúdio, na Joana Angélica. Parece que roubaram tudo. Ela ficou de remarcar. Porra, só pra me matar de ansiedade. Quando ela falou que estava tudo prontinho, as luzes, o studio...pirei.
Agora é esperar. Vou para Aracaju na próxima sexta, logo depois da apresentação de Édipo. A última apresentação, por sinal, foi o espetáculo. Pela primeira vez foquei o meu trabalho no palco, não fiquei a mercê dos olhos da platéia; grande defeito meu por sinal, como ator: ficar estigmatizado com o voyeurismo do outro.
No mais estou na dúvida, se faço ou não o concurso do Banco do Brasil. Tô aprendendo muito com o material do Solução , que por sinal não é apenas um caderno de estudos. Nos faz ter conhecimentos diametralmente específicos sobre dinheiro (coisa importante e necessária), critérios, investimentos, aplicações, raciocínio lógico. Não estou, como diria o vocabulário estudantil, " me preparando" como deveria - noites sem sono, turnos mais exclusivos para os estudos... -, talvez por desleixo. Mas até terça eu decido se faço ou não.
Enquanto isso continuo lendo, lendo e lendo assuntos e temas, revistas e jornais. Sem obrigação. Apenas lendo, para que eu não me torne lido pelos outros. Estou sentindo falta de carinho, de mulher, de orgias. Estou bancando muito um de amiguinho virtual. Pensei em jogar, de novo, minha conta do orkut no lixo. Mas desisti. Vou realisar acessos restritos. Por sinal, tem um fake que certa vez roubou minha conta fake (sim, metaorkut). Sai de uma lan e esqueci o bichinho aberto. Pra quê! Um desses adolescentes que falam idiomas "bróder" inventou um perfil falso-pornográfico que não quero nem citar maiores detalhes. Me esculachou, mas consegui a sua exclusão na rede de relacionamentos (Pff! tem coisa mais puta que essa descrição do orkut?)
É como eu já comentei indiretamente aqui: no fundo no fundo, a Internet é um grande divã, cujo arquiteto - que não é Bill Gates - tem anotado todos os alteres-egos dos anônimos desajustados que existem por aí. Bando de esquizofrênicos. Daqui a cem anos, os computadores vão ter corpos, como os robôs, e quem sabe, talvez sexo; o que levará a uma homogeneização das orientações sexuais. Já pensou, um marciano resolver visitar a evoluída raça (raça?) humana em 3008, repleta de tecnossexuais?! Fala, Huck! "Loucura,loucura,loucura!"
PS: estou baixando La Voyage du Ballon Rouge, preciosidade ! É uma produção asiática de Hsiao-hsien Houcom. Com Juliette Binoche. Filme que só veio para a mostra internacional de SP do ano passado e nem sequer entrou no cirtuito sala de arte. Segundo os críticos presentes no evento: uma blasfêmia. Tô curioso pra assistir aqui. Só não vai ter legenda. E eu não falo francês!
Mas só por ter Binoche, já vale tudo! Não acham?

1 comment:
Ué... vc não disse q tinha legenda?
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