Saturday, April 05, 2008

Peito para que te estufo!

Ontem, após a apresentação de Édipo Rei, fui com Dani à Caixa Cultural. Estava ansioso por assistir ao teatro de bonecos de um grupo de SP. Estão encenando, sem texto, alguns fragmentos de peças de Shakespeare. Trocamos 2k por dois ingressos. Hoje estarei lá. Porque ontem superlotou. Ontem, na hora do almoço com meus colegas de formatura, disse " reto" para a Gy - após a leitura do texto - que eu queria ficar com ela durante o processo de Desempenho II. Tadinha, ficou desconcertada, mas acho que entendeu o espírito da brincadeira. Estava (ainda estou) com um Exu arretado; essa semana que passou foi forte (rs). Ele sobe, desce, passeia pelos meus instintos mais primitivos (hehe) e depois vai embora.
Tava muito bom para ser fácil: meu minimodem USB da TIM não está querendo instalar no meu computador. Eu odeio (um sentimento forte como o amor) papos sobre hardware, internetês e similês. Mas o que, eu, Eduardo, posso fazer, a não ser interagir com a esquizofrenia brasileira (principalmente) e mundana? Estou com medo dos instintos virtuais não assumidos ao vivo por pessoas de personalidades doentias. Tem gente no Orkut - não sei de qual raça espiritual, talvez aquela pertencente aos anfíbios - que está se aproveitando da tragédia com a menina Isabella, abrindo comunidades bizarras como "Voa Canarinho" (1006 membros!). Que mundo é esse, onde vamos chegar? (se é que já não chegamos e não queremos enxergar; de tão atrofiado que está...).
Cada vez mais sinto vontade de ficar pelado, na rua, em casa, na cama, no trabalho, na chuva; e me distanciar da raça humana. Que a deusa Indra ( da peça " O Sonho", de Strindberg) clame por nós, seres primitivos e indignos de respirar a pureza dos elementos da natureza.
É, definitivamente, o fim dos tempos. Enxerguemos, trepemos para que a morte não nos absorva com inanição!

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