Wednesday, April 02, 2008

Quarta-feira chuvosa e com bolo de encontro!

Uma das coisas que mais me fascinam nas relações humanas (me fascinam tanto no estado de me fazer mal, fazer vomitar, admirar, repudiar; dentre tantos outros instintos mais ou menos primitivos) é a teatralização, os códigos sociais, as educações pragmáticas e o medo de enfrentar o outro, seja para que for, seja o que tiver que se tenha para dizer. Pode ser um " eu te amo!", " eu te odeio!", " eu sou assassino", " eu sou homossexual", " eu sou corrupto", " eu sou um ex-presidiário". O alívio e a tensão andam de mãos dadas, um nutre-se do outro para poder existir. Agora mesmo, resolvi falar sobre nada. Passei um tempo na internet desta adorável Escola de Teatro, entrou uma garota, exigindo para eu sair (síndrome do pobre) porque meu tempo acabou; com certeza ela está enviando várias energias negativas com o seu rancor de vida. Agora mesmo ela me perguntou: " Você não tem nada para me dizer?". Respondi: " Não, só ao blog." " E você acha que está certo?", perguntou ela, e eu disse " não!". Eu estou cagando para a subserviência. Durante muito tempo de minha vida me preocupei em servir, agradar o outro antes de mim? Pra quê? Pra eu negar, ter medo do meu lado mais feio, mais sujo, mais sombrio? Não! Quero é por pra fora o que tiver que ser. Deu vontade de ser grosso ou de ser bonzinho, que seja! Não estou neste mundo para ficar no erro e nem para viver num nirvana de acertos. A monotonia das relações e dos estados é um suicídio para a alma. As pessoas têm de discutir sim quando sentirem vontade, deixar sair a energia negativa, a explosão do vulcão; para que os detritos e seus organismos realimentem o estado de nada em que muitos vivem. Não sei se aquela menina um dia voltará a me dar " bom dia!", ou até mesmo falar bem de mim. Mas quem liga para almas maniqueístas? É chato ser bonzinho, e pior ainda ser malvadinho. Que coisa mais blazê é a vida! Um punhado de possibilidades, tolas possibilidades.
Ninguém veio hoje para falar sobre a produção do espetáculo.

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