A semana foi completada com "A Rainha" e " Pecados Íntimos" (que não achei lá essas cinco estrelas). Helen Mirren e Michael Sheen comicamente parecidos em corpo e alma com seus personagens reais. Kate Winslet está no melhor papel de sua carreira, por decreto! Tudo bem que o filme gosta de brincar de cabeção usando metáforas interessantes e acrescentando histórias paralelas, mas não me emocionou e ponto continuando outro assunto. Não vejo a hora de me juntar aos milhares de baianos que estão partindo para outros interiores e capitais. Estou há quatro anos em Salvador e o carnaval-business- tchaca-tchaca-na-butchaca já não desce mais. Passei todo o período aqui; dois anos por acidente e outros dois por opção. Por que é tão difícil ser brasileiro sem dinheiro? Ligo a tevê e vejo uma âncora da tevê local apresentar um noticiário trágico com sorriso nos olhos e na boca. É o padrão " baiano" de qualidade? Isto me assusta, essa obrigação usurpadora de impor felicidades compradas. Quando envelhecemos - eu pratico isso diariamente, mensalmente, a cada minuto e de maneira natural - nos tornamos (ou tentamos ser) pessoas mais evoluídas, melhores; tanto na idade mental quanto na idade mundana. Não, eu não acho que está tudo legal, muito pelo contrário. A cada dia que passa fico mais pessimista com o meu país, com as entrevistas de bolso, com as matérias com novos ricos respondendo a pergunta " como me tornei uma estrela?" São todos iguais, todos comprados, todos excrementos disfarçados de anjos. (esta frase possui direitos autorais que só é permitido a mim usar). Antes eu criticava a fraqueza de atitude das pessoas intelectualmente; agora eu tô sentindo isso nas veias e, talvez, eu esteja parecendo radical. É a vantagem que se tem quando passamos um período da vida morando só. É inquestionável a vitória que se consegue como pessoa na fase anti-social da vida. É muito bom pegar as salas de cinema vazias - como aconteceu com " Pequena Miss Sunshine" - e não ouvir o cri cri das pipocas, das gasolinas Pepsi - ô bichinha ruim vui, prefiro Coca-Cola; viciado, ainda - e das opiniões toscas saídas das bocas de quem vai ao cinema pra ver algo que está em cartaz naquele horário, e não pra ver o filme. Sim, eu tô numa fase insuportável e alegre; em que as besteiras e as pessoas comuns (aquelas que pararam em fevereiro e dezembro) me cansam. Nossa mente é regida por um maestro virtual, ou seja, cerveja! Bora beber, trepar, descaralhar tudo, a nossa grana, os nossos instintos e deixar pra ficar "bonzinho" com oitenta anos. Afinal, toda a bondade é definida pela máscara facial. Bora ir enganando enquanto dá; até 2050 o clima e o mundo irão nos dar uma resposta. Axé!
PS: Não se trata de manifesto anti-carnaval. Eu adoro sexo e a minha decepção é saber que a sacanagem se estende avenida`a fora.
1 comment:
Este site não podia ter outro nome. Adorei o texto e a citação.
beijos enormes
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