Ontem eu assisti ao espetáculo “ Toda Nudez Será Castigada”,do Grupo Armazém (SC). Esta montagem me chamou bastante a atenção pela relação ator versus cenografia, muito foda apesar de que em determinados momentos o texto não era audível, como na cena do “padre” (nossa, que padre, com aquelas pernas..rsrs) e do médico (nossa, que médica, com aqueles peitos..) presos à parede – calminha ó, eram duas espetaculares mulheres que faziam as personagens tá -, um em cada lado, rodopiando como uma manifestação do subconsciente de Herculano. As três senhoras que faziam a tia formavam um coro lindo de “bruxas macbethianas”. Em relação à Geni, a atriz não me agradou. Muito fria e técnica, além de caricatural, se comparada à construção exemplar de Darlene da Glória, do filme do Jabor. Mas de todo modo Nelson estava ali, entre travestis e bocetas, entre nudez e vulgaridade, entre o encesto e o pudor emparedado. Que cenário, que encaixotamento lindo entre as entradas e saídas de ator. Êpa, e não é que ficou ambíguo esse comentário? PS: Só queria agradecer à cara-de-pau de Joedson. Fomos correndo atrás da produção do espetáculo para assisti-lo de graça. E não é que conseguimos, bem na hora do gongo? Mas tudo tem seu preço. Minha barriga, dutante a peça, emitia ruídos constrangedores, sinalizando a fome que eu estava sentido. A pipoca de R$ 1,00 não ajudou. Mas o que importa é que todo sacrifício tem sua recompensa. Vou fazer isso mais vezes!
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