Wednesday, April 09, 2008

bizarrices e marketingues!

Os vendedores daqui de Salvador são, no mínimo, curiosos. Acabei de chegar do Gugui`s (é assim mesmo que se escreve lá no letreiro da entrada do restaurante) após discutir (que não é o mesmo que bater-boca, como pode parecer para os mais populares, Marcelo Arantes do BBB 8 que o diga! ) sobre o peso da balança em relação à minha refeição: R$ 8,60. O prato estava branco em sua extensa beirada, coloquei pouca comida com o intuito de pagar até R$6,00. Questionei no meu silêncio, após dar três passos, sobre o valor, e decidi então não pagar. O gerente observou a cena atrás da pilastra onde fica o freezer que armazena as latas de refrigerante e água tônica. " Está caro. Não pus quase nada no prato e deu oito reais? Eu geralmente venho aqui duas vezes na semana e isso nunca aconteceu!" . "É o pirão, senhor, que deixou seu prato mais ' pesado'", respondeu a moça. Em seguida o tal gerente (que vestia uma camisa amarela de manga comprida amaçada) reafirmou o discurso da mulher, sobre o tal peso do pirão no prato. " Eu não me sinto à vontade de comer uma refeição por esse valor! Estou sendo político com vocês, quero apenas um esclarecimento, pois achei um absurdo o valor de oito reais", eu, de novo. " Você não tem dinheiro aí com você pra pagar?", replicou deselegantemente a moça do balcão. Na mesma hora, o gerente estendeu a palma da mão pra ela, olhou pra mim e, sentindo que eu estava prestes a recusar a refeição do prato, tirou o selo do peso da comanda e escreveu com a caneta o valor de seis reais. E foi o valor que paguei. A liberdade sem limites que as pessoas daqui têm são assim, " ó paí ó"... . Dois casos mais cabeludos aconteceram uma vez na C&A do Piedade, e outra vez na Praia de Jaguaribe. Nesta a vendedora mudou o sorriso da água pro vinho depois que eu e um grupo de amigos recusamos lhe pagar a taxa de serviço (famoso 10%). Naquela outra, a caixa perguntou na frente de outros clientes que estavam na coladíssima fila se eu queria usar o meu limite de R$1,500 reais de crédito em compras, parcelando em sete vezes sem juros para pagar no verão de 08. É por essas e outras que a cada dia que passa tenho mais do que nojo dessa tal da publicidade subiserviente que existe nos interiores das lojas e estabelecimentos baianos.

1 comment:

Filipe Dias said...

Será que estarei presente na hora que vc alçar vôo daqui?
Depois de algum tempo, vc verá que a terra que te abrigou não é a pior do mundo.
Dizem que o bom filho à casa torna.
Bom filho.
Ah, o pródigo também.
Na hora, será que estarei presente?